
Charge do Jarbas (Arquivo Goiogle)
José Carlos Werneck - Tribuna da Internet
O Supremo Tribunal Federal dá início, amanhã, a importantes julgamentos relacionados à Lava Jato que podem vir de encontro a interesses de procuradores e mudar radicalmente o processo das investigações da mais bem sucedida operação do Ministério Público Federal já feita no País e que é considerada como patrimônio moral pela grande maioria da população brasileira.
O processo da pauta que desperta maior interesse dos jurisdicionados é a possibilidade da decretação de prisão depois da condenação em Segunda Instância, um dos principais alicerces da Operação Lava Jato e tese firmemente defendida pelo titular da Justiça, o ex-juiz Sérgio Moro, que teve destacada e inatacável atuação nos julgamentos a ela relacionados.
A FAVOR E CONTRA – A afirmação de um ministro do STF de que, mais do que impor eventuais derrotas à Lava-jato, trata-se de garantir “a vitória da Constituição”, atiçou o ânimo de várias pessoas, os “a favor” e os “contra”, que deram asas à imaginação elaborando os mais diversos cenários com o que poderia ocorrer depois do resultado da votação pelo tribunal.
O julgamento da questão atrai a atenção de todos, principalmente porque de alguma forma pode beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra preso na Sede da Polícia Federal em Curitiba.
Cabe lembrar que o julgamento é de cunho eminentemente processual e suscitará debates monótonos e intermináveis.
SEM PRESSÃO – Posso afirmar, sem qualquer medo de errar, que seja qual for a decisão do Supremo, no Brasil de hoje é Totalmente descabida a ideia que os integrantes do Supremo Tribunal Federal decidam sobre pressão. Esse raciocínio pitoresco de alguns usuários de redes sociais não encontra amparo por parte de qualquer instituição, muito menos e principalmente das Forças Armadas.
Pode até ocorrer que grupos de partidários de Lula e contrários a ele façam as hoje comuns e salutares manifestações estrepitosas diante do prédio do STF, mas garanto que nenhum jipe pilotado por um soldado, com um cabo a bordo, vai se dirigir ao tribunal para pressionar seus ministros.
A ditadura de Getúlio Vargas, que fechou o Supremo, assim como o Regime Militar de 1964, pertencem à História e só sobrevivem na imaginação de alguns saudosistas e na mente doente e totalitária de radicais de esquerda ou de direita da sociedade brasileira.
VAMOS TORCER – A torcida é livre. Vamos torcer pelas nossas ideias e aguardar o resultado!
Aos que assistem ao julgamento pela televisão, um aviso importante e útil: cuidado para não dormir, pois os votos intermináveis de alguns ministros são um poderoso sonífero, capaz de derrubar qualquer elefante.
E por falar em elefantes, não esqueçam o amendoim, a pipoca e a cerveja gelada, que também ajudam a passar o tempo.
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