Segundo a narrativa evangélica, a primeira pessoa a ver Jesus redivivo foi Maria Madalena.
Na velha Jerusalém, numa manhã clara do ano 35, vamos encontrar um moço israelita de singular beleza e austeridade.
Charles Chaplin não foi somente um grande comediante, criativo, que nos legou peças raras do cinema. Soube legar mensagens de piedade, de compaixão, mesmo numa época em que o cinema ainda era mudo.
São muitos os caminhos... Caminhos tranquilos, plenos de flores, transitados sem problemas nem esforço.
Alguém escreveu que a gratidão é um sentimento, mas também é uma entidade divina que nos protege e nos vivifica.
Descoberto em 1901 por um arqueólogo francês, o Código de Hamurabi encontra-se exposto no Museu do Louvre, em Paris.
Hamurabi, rei da Babilônia no século XVIII antes da Era Cristã, é autor de duzentas e oitenta e duas leis, baseadas na Lei de Talião, que punia o malfeitor ou o criminoso de forma semelhante ao mal cometido.
Olho por olho, dente por dente, era a base de qualquer justiça à época.
Se uma pessoa arrombar a casa alheia, deverá ser condenada à morte e ser enterrada na parte da frente do local do arrombamento.
Se alguém acusa o outro, mas não pode prová-lo, o acusador será morto. E assim por diante.
Dura lei. Dos tempos de barbárie. Vigorou em épocas diferentes. Épocas de necessidade de rigidez absurda para se manter o mínimo controle entre as relações numa sociedade.
No entanto, a Humanidade foi convocada a uma mudança, com a vinda de Jesus.
Ele mesmo cita a lei antiga e decreta um novo momento, um novo patamar:
Ouvistes o que foi dito: olho por olho, dente por dente.
Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal. Mas, se qualquer vos bater na face direita, oferecei-lhe também a outra.
E, ao que quiser exigir e tirar-vos a túnica, largai-lhe também a capa.
Se alguém vos obrigar a caminhar uma milha, ide duas com ele.
Dai a quem vos pedir. Não vos desvieis daquele que quiser que lhe empresteis.
Ouvistes o que foi dito: Amareis o vosso próximo, e odiareis o vosso inimigo.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.
Se amardes os que vos amam, que galardão, que recompensa tereis? Não fazem as pessoas de má vida também o mesmo?
Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso pai que está nos céus.
* * *
Lembrando esses ensinos de Jesus, respiramos fundo, olhamos em volta, olhamos o mundo e também para dentro de nós mesmos e pensamos: Como estamos longe disso...
O Código de Hamurabi ainda parece reger as nossas relações.
Não precisamos nos defender? - Argumentamos.
E aos nossos amores, nossa família?
Por que sentimos essa necessidade de reagir atacando, quando somos atacados?
Como podemos amá-los? - É o que indagamos a nós mesmos.
Jesus compreende nosso tempo. Compreende nossa dor. Deu-nos apenas o melhor caminho para vivermos melhor num mundo de tanta violência. Apresentou o amor como a mais adequada solução para tudo.
A vingança não cura, a vingança não resolve. O Homem de Nazaré nos aponta outro caminho: não resistir ao mal.
Quando ele nos atingir, apresentemos uma resposta grandiosa, que será capaz de calá-lo: a resposta da compreensão, da compaixão, da paciência.
Enquanto o olho por olho só alimenta a fogueira com mais combustível, ou como tão bem disse Gandhi: Apenas faz o mundo todo cego, a proposta de Jesus é bem mais inteligente.
Estudemos Jesus, entendamos o que Ele quis dizer ao nos propor Amar os inimigos, não resistir ao mal ou mesmo apresentar a outra face.
Só a proposta do Mestre pode nos dar alento em dias tão difíceis como esses que atravessamos.
......com base no Código de Hamurabi
Em 20.2.2024.
O organismo é excelente máquina constituída por equipamentos delicados, que são comandados pelo Espírito através do cérebro.
Foi num período de férias, quando toda a família foi para a praia. A Secretaria de Agricultura promovia campanha específica e distribuía mudas de plantas frutíferas.
Haverá dias nos quais sentiremos a alma vazia, como um deserto sem vida, sem sinal de renascimento, nada, enfim, que nos indique possibilidades, roubando-nos a esperança.
Ainda assim, haverá Deus.
Haverá dias nos quais nos sentiremos como se um vento gelado tivesse varrido tudo, deixando apenas o nada, congelando-nos o otimismo e a alegria.
Mesmo assim, ainda haverá Deus.
Haverá dias nos quais acordaremos em luto, em tristeza profunda, trazendo na alma os acúmulos das perdas e das dores do caminho percorrido, fazendo-nos temer o próximo passo, a continuidade da caminhada.
Apesar disso, ainda haverá Deus.
Haverá dias nos quais a solidão parecerá ser a única companhia em nossa jornada, como se nada ou ninguém existisse para compartilhar conosco as dificuldades que enfrentamos.
Muito embora não pareça, ainda haverá Deus.
Sempre haverá dias difíceis nos caminhos de todos nós.
Enfrentar-se e enfrentar o mundo não são tarefas de pouca significância, ou de fácil condução.
Haverá momentos em que nos assaltará a certeza de que vamos desfalecer perante as imensas montanhas que se erguem à frente.
Algumas delas estão em nosso mundo íntimo, esperando nossas ações.
Outras, se apresentam nas estradas que percorremos, convidando-nos às lutas necessárias.
É natural que assim seja. Como nos lembra Jesus, no mundo teremos aflições.
São as aflições que nascem de nossa fé ainda frágil, de nosso entendimento limitado do mundo, de virtudes apenas desabrochando.
Assim, não desanimemos, mesmo em dias tumultuosos.
As aflições serão amenizadas, o aprendizado será construído, as dificuldades serão superadas.
Deus não nos coloca no mundo para sofrermos castigos ou para sermos penalizados.
Nem espera que nos infelicitemos com os problemas que nos cheguem.
Sua amorosidade nos alcança, das mais variadas maneiras e de forma constante.
Por ser justo, permite que enfrentemos as dores necessárias somente quando detenhamos a capacidade e a condição de superá-las.
Dessa forma, quando esses dias nos surgirem, quando o desânimo invadir nossa alma, querendo se alojar de forma permanente, lembremo-nos de Deus.
Recordemos que ele é Pai e, como tal, a Sua doação é sempre a favor dos Seus filhos.
Apesar de tudo e além de tudo, sempre haverá Deus a nos amparar, a nos conduzir e a nos guiar.
Ninguém está ou estará ao abandono da Providência Divina.
Deus vela por nós, zelando por nossos passos a fim de que sigamos para dias mais felizes.
Se Jesus nos alerta que no mundo teremos aflições, igualmente nos convida a termos bom ânimo, a seguirmos Seu exemplo, como Modelo e Guia, pois Ele venceu o mundo.
Portanto, nos dias difíceis, lembremo-nos de Deus. Busquemos Sua companhia e Seu amparo. Oremos.
Será no regaço Divino que conseguiremos as forças para melhor enfrentar as aflições do mundo porque, por maiores e mais pungentes sejam nossas dificuldades, dores, dúvidas e angústias, sempre haverá Deus nos sustentando e guiando nossos passos.
Em 20.4.2020.
Quem é o nosso próximo? Eis uma interrogação que ainda permanece para muitos, apesar dos séculos transcorridos, desde as explicações do Mestre Jesus na Parábola do Samaritano.
Uma alma querida, da Espiritualidade vibrante, escreveu para a irmã, dando notícias de seu novo mundo, de suas atividades na esfera espiritual. E revelou:
O que nos espera depois da morte física? Esta é uma pergunta que muitos se fazem. Ante o desconhecimento do que os aguarda, alimentam o terror da morte.
É algo de que ninguém escapa. Rico, intelectual, pobre, ignorante, bons ou maus, todos morreremos um dia.
Você já percebeu que, sempre que o noticiário nos mostra as tragédias do mundo, acreditamos que nada semelhante jamais nos atingirá?