Na matriz, o relógio bate meia noite.
Da janela do meu quarto, só a escuridão.
Lá fora, sinto o silencio quebrado de vez em quando
Pelo o namoro dos gatos nos telhaos em volta.
Me sinto só.
Talvez eu suba lá para conversar com eles.
E no miado suave, encontre um eco
A solidão, e´uma cidade com muito vizinhos.
Os gatos me olham com olhos de lua
Curiosos sussurram segredos ao ventos
Eu ouço o som das patas nos telados.
Um ritmo que me leva a um mundo sem tempo.
No breu da noite, eles sã meus amigos
Companhias de sobras, mestres do instante
Juntos observamos a cidade adormecida
E por um momento, a solidão se dissolve.
E quando a noite ceder ao amanhecer.
OS GATOS SOMEM EM SEUS ESCONDERIJOS
EU VOLTO AO SILENCIO DO MEU QUARTO
A SOLDIÃO AGORA É MENOS FRIA
ELES ME ENSINARAN QUE NO ESCURO HÁ VIDA
OBS. PRIMEIRA E ÚNICA POESIA --- RIO DE JANEIRO 1979
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