quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A SOLIDÃO MORA AQUI

 



Na matriz, o relógio bate meia noite.

Da janela  do  meu quarto, só a escuridão.

Lá fora, sinto o silencio quebrado de vez em quando

Pelo o namoro dos gatos nos telhaos em volta.

Me sinto só.

Talvez eu suba lá para conversar com eles.

E no miado suave,  encontre um eco

A solidão,  e´uma cidade com muito vizinhos.



Os gatos me olham com olhos de lua

Curiosos sussurram segredos ao ventos

Eu ouço o som das patas nos telados.

Um ritmo que me leva a um mundo sem tempo.

No breu da noite, eles sã meus amigos

Companhias de sobras, mestres do instante

Juntos  observamos a cidade adormecida

E por um momento, a solidão se dissolve.


E quando a noite ceder ao amanhecer.

OS GATOS SOMEM EM SEUS ESCONDERIJOS

EU VOLTO AO SILENCIO DO  MEU QUARTO

A SOLDIÃO AGORA É MENOS FRIA

ELES ME ENSINARAN QUE NO ESCURO HÁ  VIDA


OBS. PRIMEIRA E ÚNICA POESIA   ---  RIO DE JANEIRO  1979


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