domingo, 27 de julho de 2025

Nas leis do destino

 


Há quem pense que o Criador, por vezes, sentencia Suas criaturas a sofrimentos eternos.


Contudo, tanto quanto se pode perceber, o Pai Celestial se manifesta através de leis que expressam ser Seu objetivo o bem supremo.


Essas leis podem ser observadas mesmo nos processos rudimentares do campo físico.


O fogo é agente precioso da evolução, nos limites em que deve ser conservado.


Entretanto, se colocamos a mão no braseiro, é natural que venhamos a sofrer dolorosas consequências.


A máquina é parte acessória do progresso.


Mas em mãos que não a saibam manusear, pode se converter em instrumento de destruição.


Negligência, imperícia ou indisciplina na sua utilização causam resultados desastrosos.


Ocorre o mesmo nos planos da consciência.


Na matemática do Universo, o destino sempre dá para a criatura o que ela lhe der.


É inútil que autoridades de um ou outro princípio religioso pintem o Todo Poderoso com as tintas das paixões humanas.


Com frequência, ouvimos interpretações que assemelham Deus a um soberano rodeado de púrpura e riquezas.


A alguém que fica simplesmente governando Seus súditos à distância.


Segundo esses relatos, Ele se enraivece por falta de louvores ou pela desobediência dos Seus filhos.


Também se envaidece com adulações.


Os que assim apresentam a Divindade podem estar movidos de santos propósitos.


Talvez raciocinem sob o influxo de lendas e tradições respeitáveis do passado longínquo.


Mas se esquecem de que, mesmo perante as leis dos homens, pessoa alguma consegue furtar, moralmente, o merecimento ou a culpa de outra.


Deus é amor.


Amor que se expande do átomo aos astros.


Mas é justiça também.


Justiça que atribui a cada Espírito segundo o que ele próprio escolheu.


Nosso Mestre Jesus disse que a cada um seria dado segundo as suas obras.


Sendo amor, Deus concede à consciência transviada tantas experiências quantas necessite, a fim de retificar o próprio caminho.


Sendo justiça, ignora privilégios de qualquer ordem. Para Ele, todos são iguais, filhos do Seu amor.


Jamais afirmemos, portanto, que Deus privilegia a uns e condena a outros.


Recordemos que não podemos raciocinar pelo cérebro alheio.


Também não podemos nos alimentar pela boca do próximo. Cada um é o responsável pelas suas próprias ações.


Deus nos criou a todos para que nos engrandeçamos, para que realizemos o progresso, de ordem intelectual e de ordem moral.


Em uma palavra, para que alcancemos a felicidade no mais amplo sentido.


Para isso, sendo amor, nos proporciona um caminho de bênçãos e de luzes.


Sendo justiça, determinou que cada Espírito possuísse vontade e razão.


Assim, nenhum de nós é vítima senão de si mesmo.


Cada qual nos adiantamos ou nos atrasamos, conforme queiramos, no decorrer de incontáveis existências.


O livre-arbítrio vigora amplamente no Universo.


Apenas é necessário arcar com as consequências das próprias opções.


Dessa forma, nossa vida, aqui ou no Além, será sempre o que quisermos, ou seja, o que dela fizermos.


Pensemos nisso.


.... com base no cap. LI, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de

Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

Em 27.12.2018.

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