terça-feira, 29 de julho de 2025

Casamento



O que você pensa a respeito do casamento?


As respostas para esta pergunta são as mais variadas.


Uns dizem que o casamento é uma instituição falida. Outros afirmam que é coisa do passado, que o moderno é viver o sexo livre, sem maiores compromissos.


Vejamos o que os Espíritos responderam à questão proposta por Allan Kardec, em O livro dos Espíritos:


Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição do casamento?


Seria uma regressão à vida dos animais. O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas. A abolição do casamento seria, pois, regredir à infância da humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão exemplo de uniões constantes.


Podemos perceber, com esta resposta, que o casamento é uma excelente escola de aprendizado para o casal e para os filhos que chegam através da sua união.


Todavia, o que ocorre é que poucas pessoas se preparam convenientemente, antes do consórcio matrimonial.


A ausência desse cuidado, quase sempre ocasiona desastre imediato de consequências lamentáveis.


Tentados por paixões de variada ordem, que se estendem desde o apelo sexual até os jogos dos interesses financeiros, deixam-se levar e caem nas armadilhas da própria irresponsabilidade.


Podemos perceber que o problema não está no casamento em si, mas na condução que damos a ele.


Considerando que o lar é a célula básica da sociedade, a característica de cada sociedade será a resultante das características gerais das famílias que nela vivem.


Assim, se os pilares que deveriam sustentar cada lar desmoronam, a sociedade inteira se ressente com as consequências. E se não há harmonia no lar, que é o embrião da sociedade, não haverá sociedade harmonizada.


Além disso, sendo o casamento uma grande escola para se aprender a arte do convívio, a fraternidade, a solidariedade, o cultivo do afeto, se este não sobrevive, o que podemos esperar da comunidade?


Infelizmente, o que se pode constatar, quando um casamento se desfaz, é a supremacia do individualismo, do egoísmo, da tola vaidade, do orgulho e da prepotência de uma ou de outra parte, ou de ambas.


O que acontece é que geralmente os casais se esquecem das promessas feitas quando da assinatura desse contrato de convivência mútua que chamamos casamento.


As promessas foram as de ficar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza ou na pobreza, mas juntos. E dificilmente o casamento mal estruturado resiste aos primeiros golpes da dificuldade que se apresenta.


Os casais se esquecem de que apenas algumas gotas de tolerância podem salvar e fortalecer a união. Que a renúncia preserva o convívio e o torna mais sólido. Que o esquecimento de um mal-entendido aproxima e engrandece os seres. E que o amor, nas suas mais variadas expressões, é a ferramenta capaz de solidificar e conservar a união dos seres por toda a eternidade.


*   *   *


O matrimônio é abençoada oficina onde podemos aprender a tecer os mais lindos sonhos de ventura e paz.


É a oportunidade bendita de reatar os laços rompidos em existências passadas ou estreitar o afeto iniciado com alegria.


O casamento é experiência nobre que pode nos credenciar aos altos planos da Criação, ao encontro da felicidade plena que tanto desejamos.


 


.... com base no item 696 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB. Disponível no livro Momento Espírita, v. 2, ed. FEP.

Em 9.12.2013

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