
Prejuízo da Sete Brasil será totalmente pago pela Petrobras
A petroleira estatal já tentou um acordo de cerca de R$ 1 bilhão com a Sete Brasil, mas a negociação não evoluiu, e a ação bilionária que a empresa move contra a Petrobras expõe todos os fantasmas do PT. Primeiro, o fantasma da má-gestão. A ação cobra os prejuízos pela Petrobras ter desistido de construir navios para explorar o pré-sal, uma boa ideia mal executada.
Segundo, o fantasma da corrupção. A suspensão do projeto ocorreu porque um delator da Lava Jato, ex-gerente da Petrobras, admitiu propinas nas negociações.
OUTRO FANTASMA – A Petrobras já tentou um acordo de cerca de R$ 1 bilhão com a Sete Brasil, mas ele não evoluiu. E agora é alvo de uma ação que pode fazer com que tenha que pagar mais de R$ 100 bilhões. Expondo o terceiro fantasma: o das decisões erradas.
Credores envolvidos diretamente na bilionária ação movida pela Sete Brasil contra a Petrobras relataram à CNN que os valores a serem despendidos pela estatal podem superar os R$ 100 bilhões e causar um rombo nas contas da estatal.
Na ação judicial distribuída em fevereiro deste ano, o valor da causa atribuído pela Sete Brasil é de R$ 36 bilhões decorrentes do que considera prejuízos gerados pela estatal no projeto de construção de 28 sondas para explorar o pré-sal. Nenhuma foi entregue.
VALOR DEFASADO – Mas os credores relataram à CNN que o valor está desatualizado e que em valores atualizados é pelo menos o triplo disso. O processo já é considerado no meio jurídico um dos maiores contenciosos empresariais em curso no país, levantando questionamentos entre quem acompanha a estatal.
Primeiro, se não seria o caso de tentar um acordo. Essa possibilidade já foi debatida na estatal na gestão do general Silva e Luna, durante o governo Jair Bolsonaro, e tinha o apoio da gestão de Jean Paul Prates, já no governo Lula.
Por mais de uma vez chegou-se a avaliar um acordo ao redor de US$ 190 milhões, mas houve reação de parte do Conselho de Administração.
R$ 25 BILHÕES – Hoje, segundo os credores, um acordo não sairia por menos de R$ 25 bilhões.
Segundo, se não seria o caso de incluir a possibilidade desse possível passivo judicial no balanço da Petrobras, algo que poderia afetar seu desempenho na distribuição de dividendos aos acionistas e seu desempenho na Bolsa. Afinal, muitos investidores estão comprando ações da Petrobras desconhecendo a existência desse vultoso passivo.
A CNN procurou a Petrobras e não teve resposta.
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