sábado, 24 de maio de 2025

É inaceitável a maneira como Moraes tratou Aldo Rebelo ao depor como testemunha de defesa

 


Moraes ameaça prender Aldo Rebelo em audiência

Autoritarismo do ministro Moraes parece não ter limites

Vicente Limongi Netto

O impoluto dono do monopólio da verdade, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), continua altaneiro com o torpe e vil propósito de exibir arrogância com tudo e com todos que tenham a petulância e a coragem de discordar de suas ações e de suas palavras. 

Desta feita, Moraes teve a audácia de ameaçar prender Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara Federal, durante seu depoimento como testemunha de defesa do Almirante Almir Garnier Santos, ex-ministro da Marinha no governo Bolsonaro.

HOMEM HONRADO – Nos meus 50 anos como repórter de política e, depois, como servidor do Senado Federal, conheci poucos homens públicos com a polidez, competência e educação de Aldo Rebelo, que cultivou respeito, admiração e amizade com todos os segmentos da vida brasileira. 

Aldo nunca foi leviano ou injusto com ninguém. Como presidente da Câmara Federal deixou marcas de elegância, diálogo, tolerância e fino trato com todos. Patriota autêntico. 

Moraes, por sua vez, como ministro da Suprema Corte, tem o dever e obrigação de tratar as pessoas, réus e testemunhas, com educação e serenidade.

SUPERPREPOTENTE – Não fica bem, junto aos brasileiros, Moraes ser esmerado em prepotência. Sobretudo porque o ministro do Supremo costuma bater no peito e se vangloriar dizendo que trabalha com base nos autos e devotado ao princípio jurídico de que todos têm o direito à presunção de inocência.

Passado o melancólico arranca rabo com o corinthiano Moraes, Aldo Rebelo, com o inseparável chapéu Panamá, vai seguir encontrando amigos para um descontraído cafezinho no bar da esquina.

Já Alexandre de Moraes, poderá, claro, ir beber um chope com amigos, no mesmo bar frequentado por Rebelo. Mas acompanhado por segurança e com colete a prova de bala. Essa é a diferença entre pessoas que são amadas ou odiadas. É bom não arriscar. Seguro morreu de velho.

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