sábado, 10 de junho de 2023

Tudo era melhor antigamente, quando eu ainda não tinha nascido.

 



Já não se pode falar mal de nenhuma minoria e agora, pelo jeito, a única pessoa que ainda pode ser xingada no Brasil é o juiz de futebol, desde que, é claro, não seja negro, mulher ou cadeirante. Agamenon Mendes Pedreira para a revista Crusoé:


Eu já falei mais de mil vezes que o Brasil é muito bom para seus humoristas. Sempre que está faltando algum assunto, vem um politico e faz alguma c*#!&***agada federal, estadual ou municipal para salvar a nossa pele e o nosso assunto.

Só que “os político” brasileiros têm as costas quentes e as mãos molhadas.

E o que é melhor: os representantes eleitos do povo podem cometer as maiores barbaridades que não são presos de jeito nenhum, mesmo que esforcem muito para ir em cana. Afinal, qualquer bandido que se presa, de vez em quando, tem que se atualizar na Universidade do Crime. Esse é o “pobrema” do Brasil: o governo não dá valor à Educação.

Se um deputado ou senador assassinar cruelmente alguém enquanto rouba os cofres públicos fumando maconha e traficando cocaína, tudo ao mesmo tempo, pode apostar que não vai em cana. Apostar de preferência no AgaBet.com o meu site de apostas. Político não vai preso graças ao “desaforo privilegiado”, uma instituição brasileira que visa proteger os homicidas, estupradores, golpistas, proxenetas e meliantes de conviverem com os parlamentares. Afinal não podemos expor os bandidos comuns à perigosa convivência com políticos de alta periculosidade. Felizmente, a Justiça Brasileira, que além de cega é surda, muda e caminha com muita dificuldade, concebeu uma solução absolutamente legal e democrática: ninguém vai preso.

Quer dizer, não é bem assim. Tem gente que vai presa sem apelação, basta reunir uma ou mais das três condições abaixo para o “elemento” ir parar no xilindró. Basta ser [email protected]#$%ˆ&ta, preto ou pobre para ser devidamente recolhid(a)o aos “costumes”. E isso tá muito certo! Que é para o cidadão aprender a deixar de ser pobre miserável e não ter dinheiro para contratar um advogado com notório saber jurídico como o Zanin.

Não contente com esses “privilégios”, a classe política está preparando uma nova treta: está pra ser votada uma lei que impede a difamação e a calúnia dos políticos brasileiros que só foram condenados até a milésima instância, aquela que fica antes do Supremo soltar todo mundo. Essa excrescência legislativa foi criada pela filha do deputado Eduardo Pulha e nisso ela puxou ao pai: é uma verdadeira filha do p*#!*to. Já não se pode falar mal de nenhuma minoria e agora, pelo jeito, a única pessoa que ainda pode ser xingada no Brasil é o juiz de futebol, desde que, é claro, não seja negro, mulher ou cadeirante.

Mas calma, nem tudo é motivo para pânico, ainda temos o desespero, a agonia, aflição, a irritação e o ódio. O governo de Luísque Inácio Lira da Silva, o Janja, vai promover uma enorme reforma ministerial para acomodar a galera da extrema esquerda, da extrema direita e do extremo centro. Os gulosos parlamentares que além de não trabalhar, ganhar muito bem e não serem presos e caluniados, ainda querem cargos nos mais de 100 ministérios. O objetivo do governo é um só: criar carros populares e cargos impopulares.

Agamenon Mendes Pedreira é mentiroso investigativo

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