quarta-feira, 17 de maio de 2023

Paz socialv

 A Humanidade vive uma época de esplendor intelectual.

A razão ilumina os mais variados setores da vida social.


A informática acelera e democratiza o fluxo das informações.


A medicina torna mais efetivo e humano o tratamento das mais diversas enfermidades.


Contudo, estranhamente, não se tem paz.


Países permanecem guerreando.


Inovações tecnológicas são utilizadas para disseminar vírus, pornografia e intolerância.


O desemprego aumenta.


Pobres morrem à míngua.


Crianças são prostituídas e exploradas.


Políticos mentem, furtam e fraudam.


Autoridades são coniventes com a criminalidade.


Empresários sonegam tributos e lesam seus concorrentes e auxiliares.


Empregados simulam doenças para não trabalhar e lesam, dessa forma, aos seus patrões.


As facilidades da vida moderna são inacessíveis a um enorme contingente de pessoas.


É de nos perguntarmos qual a causa para esse estado de coisas.


E a resposta é que a Humanidade atual é rica de intelectualidade, mas muito carente de moralidade.


O progresso intelectual é precioso e pleno de possibilidades.


Mas ele é apenas uma primeira fase do avanço geral da raça humana.


O intelectualismo é impotente para promover a regeneração da Humanidade.


Quanto mais inteligente é um homem, mais mal ele pode fazer, se não for moralizado.


O crime organizado é um exemplo disso.


Esse tipo de organização dissemina violência, corrupção e desagrega o tecido social.


Certamente seus dirigentes são inteligentes, mas utilizam muito mal o próprio potencial.


O intelecto apartado da ética produz armas tecnológicas, bombas sofisticadas, desgraças incontáveis.


Para que o progresso humano se consolide, importa combater o egoísmo.


Esse vício é que faz a criatura pensar unicamente em seus interesses.


O egoísta não se preocupa com a dor que espalha, mas apenas em levar vantagem.


Tudo está bem se suas paixões são satisfeitas.


A miséria que o rodeia não lhe diz respeito.


Ocorre que as consequências da desagregação social atingem a todos, mais cedo ou mais tarde.


Ela produz ódio, violência, insegurança.


É muito triste desconfiar permanentemente da intenção dos outros.


Seria maravilhoso viver em um mundo composto por pessoas honestas, justas e bondosas.


Está nas mãos de cada um adotar medidas para que a situação atual seja alterada.


Qualquer transformação social sempre começa no indivíduo.


Importa, pois, combater o próprio egoísmo.


Lutar contra a vaidade, que se funda na importância demasiada dada à própria personalidade.


Aprender a ser feliz com o sucesso alheio, sem despeito.


Esforçar-se em pensar no bem-estar do próximo.


Sentir-se responsável pelo país e pelo planeta em que se vive.


Dar exemplos de ação desinteressada.


Não calcular as perdas e ganhos de cada ação.


Aprender a servir ao próximo, pelo prazer de causar alegria.


Incutir noções de solidariedade nas crianças.


O progresso moral é mais difícil de se trabalhar do que o intelectual.


Mas apenas a disseminação de uma nova moral, fundada na solidariedade, pode produzir a paz social.


Pensemos nisso!


 Momento Espírita.

Em 9.9.2022.

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