Sérgio Alves de Oliveira
Advogado e Sociólogo
No auge do Regime Militar instalado em 1964, que durou até 1985,especialmente na época de edição do Ato Institucional Nº 5 (AI 5),em 1968,jamais alguém poderia algum dia ter imaginado,ou suposto,que os terroristas e subversivos da época,que queriam implantar o socialismo,e seus “sucessores”,constituiriam algum dia “escola” e passariam a “montar” nos “sucessores”dos seus algozes,como um cavaleiro monta no seu cavalo,desmoralizando-os a tal ponto que o próximo degrau já seria fazer todas as necessidades fisiológicas sobre as suas cabeças.
Tudo começou com o “teatrinho”das “Comissões da Verdade”,montado em 2011,para transformar os antigos terroristas e seu parceiros e apoiadores em “santos”,e as autoridades vinculadas ao Regime Militar que os combateram em “demônios”. E por trás de tudo correu célere o derrame de muitas indenizações milionárias às “vítimas de 64”.
Jamais essas “Comissões da Verdade”cogitaram que na época respectiva estava instalado um regime de guerra não formal entre os grupos civis e militares que derrubaram o Governo de João Goulart,em 31 de março de 1964,e os “vermelhos” brasileiros,que queriam instalar o comunismo.
Mas a partir da devolução do poder pelos militares aos políticos brasileiros,formados na sua maioria pela pior escória da sociedade,gente que nada sabia fazer além de “política”,a antiga esquerda derrotada pelo movimento cívico-militar de 64 começou a se aglutinar em torno do novo governo que se instalava,sob a Presidência de José Sarney,em 1985,e afiar as suas “garras” para voltar ao poder e implantar o socialismo.
Foram “devagarinho e sempre”,cada vez mais se infiltrando no poder,moderadamente durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso,um marxista adepto da “Escola de Frankfurt”,que governou de 1995 até 2003,que nos porões sujos da política acabou favorecendo a eleição do socialista radical Lula da Silva,para seu sucessor,do Partido dos Trabalhadores-PT,em 2002,em detrimento do candidato do seu próprio partido,o PSDB. Sem dúvida essa traição de FHC ao candidato do seu próprio partido teve a ver com o chamado “Pacto de Princeton”,assinado entre Lula e FHC,nos Estados Unidos,em 1993,pelo qual,com fundamento na “Estratégia das Tesouras”,criada a partir da dialética de Hegel Karl Marx,a esquerda se alternaria no poder entre candidatos socialistas moderados e radicais. E teria chegado a vez de Lula.
Mas Lula se elegeu,se reelegeu,e elegeu e reelegeou a sua sucessora,Dilma Rousseff,ficando o pais dominado por essa esquerda radical do PT de 2003 a 2016,até impeachment de Dilma,em 2016.
O PT não conseguiu implantar o socialismo nesse tempo. Não porque não quis,mas porque não conseguiu. Mas estava tudo planejado para isso acontecer na próxima eleição de 2018,quando subitamente essa trajetória foi interrompida pela eleição de Jair Bolsonaro,um candidato conservador.
Mas a essa altura dos acontecimentos,mesmo não obtendo a Presidência da República na eleição de 2018,o PT já havia “aparelhado” todos os órgãos do Estado ,principalmente os tribunais superiores de Braslia,e todas as suas instituições públicas,enquanto governou,de 2003 a 2016,e com isso conseguiram “sabotar” e “boicotar” o Governo Bolsonaro durante toda a sua gestão,que não obstante isso conseguiu estabilizar a economia do país,que tinha encontrado “arrazada”,e acabar com a roubalheira pública no Governo Federal.
Com a vitória presidencial de Lula em outubro de 2022,a esquerda voltou com toda a “fúria” para governar e implantar definitivamente o socialismo. Subjugou totalmente o Congresso Nacional,elegendo os Presidentes da Câmara e do Senado,e já tinha na “mão”o Poder Judiciários,pelas suas máximas instâncias,nomeadas por ela.
Mas veio o fatídico dia 8 de janeiro de 2023,com o vandalismo na Praça dos Três Poderes,que mais parece ter sido um “armação”,ou “armadilha” da esquerda,tanto que Lula se esforça para impedir uma CPI sobre o caso para apurar responsabilidades. Esse fatídico dia fincou um marco em que a partir dele a esquerda poderá fazer o que quiser,inclusive se “vingar” dos militares que foram seus “algozes” em 1964,sem considerar que esses “algozes” nem estão mais na ativa ou já morreram. Mas no coração “rancoroso” da esquerda os militares de 64 seriam os mesmos de hoje.
Naqueles inquéritos ditatoriais do STF (do “fim do mundo”) todos os dias dezenas de militares são presos por supostas omissões no vandalismo da Praça dos Três Poderes,principalmente da Policia Militar. São coronéis,majores,capitães,tenentes,e por aí vai. Mas essas autoridades que mandam prender a toda hora se limitam a mandar prender militares de menor hierarquia,dentro do “Poder Militar!,não ousando ir além. E esse “além”,como não é com “eles”próprios,consente,se acovarda, e cala, frente a todo esse desaforo contra a caserna e a tropa. Enquanto isso ,os bandidos,os ladrões e os assaltantes do erário andam soltos ,protegidos pelas instâncias superiores da Justiça.
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