sexta-feira, 17 de setembro de 2021

MADEIROS SECOS



 

       “Porque,  se  ao  madeiro  verde  fazem  isto,  que  se  fará  ao  seco?”  — 

Jesus. (LUCAS, capítulo 23, versículo 31.) 

 

Jesus é a videira eterna, cheia de seiva divina, espalhando ramos fartos, 

perfumes  consoladores  e  frutos  substanciosos  entre  os  homens,  e  o  mundo 

não lhe ofereceu senão a cruz da flagelação e da morte infamante. 

Desde milênios remotos é o Salvador, o puro por excelência. 

Que  não  devemos  esperar,  por  nossa  vez,  criaturas  endívidadas  que 

somos, representando galhos ainda secos na árvore da vida? 

Em  cada  experiência,  necessitamos  de  processos  novos  no  serviço  de 

reparação e corrigenda. 

Somos madeiros sem vida própria, que as paixões humanas inutilizaram, 

em sua fúria destruidora. 

Os  homens  do  campo  metem  a  vara  punitiva  nos  pessegueiros,  quando 

suas frondes raquíticas não produzem. O efeito é benéfico e compensador. 

O martírio  do  Cristo  ultrapassou  os  limites  de  nossa  imaginação.  Como 

tronco sublime da vida, sofreu por desejar transmitir-nos sua seiva fecundante. 

Como lenhos ressequidos, ao calor do mal, sofremos por necessidade, em 

favor de nós mesmos. 

O mundo  organizou  a  tragédia  da  cruz  para  o  Mestre,  por  espírito  de 

maldade e ingratidão; mas, nós outros, se temos cruzes na senda redentora, 

não  é  porque  Deus  seja  rigoroso  na  execução  de  suas  leis,  mas  por  ser 

Amoroso Pai de nossas almas, cheio de sabedoria e compaixão nos processos 

educativos.

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