domingo, 22 de agosto de 2021

TRANSITORIEDADE

 


 

       “Eles  perecerão,  mas  tu  permanecerás;  e  todos  eles,  como  roupa, 

envelhecerão.” — Paulo. (HEBREUS, capítulo 1, versículo 11.) 

 

Fala-nos  o  Eclesiastes  das  vaidades  e  da  aflição  dos  homens,  no 

torvelinho das ambições desvairadas da Terra. 

Desde  os  primeiros  tempos  da  família  humana,  existem  criaturas 

confundidas nos falsos valores do mundo. Entretanto, bastaria meditar alguns 

minutos  na  transitoriedade  de  tudo  o  que  palpita  no  campo  das  formas  para 

compreender-se a soberania do espErito. 

Consultai a pompa dos museus e a ruína das civilizações mortas. Com que 

fim se levantaram tantos monumentos e arcos de triunfo? Tudo funcionou como 

roupagem  do  pensamento.  A  idéia  evoluiu,  enriqueceu-se  o  espírito  e  os 

envoltórios antigos permanecem a distância. 

As mãos calejadas na edificação das colunas brilhantes aprenderam com o 

trabalho  os  luminosos  segredos  da  vida.  Todavia,  quantas  amarguras  expe-

rimentaram os loucos que disputaram, até à morte para possuí-las? 

Valei-vos de todas as ocasiões de serviço, como sagradas oportunidades 

na marcha divina para Deus. 

Valiosa é a escassez, porque traz a disciplina. Preciosa é a abundância, 

porque multiplica as formas do bem. Uma e outra, contudo, perecerão algum 

dia. Na esfera carnal, a glória e a miséria constituem molduras de temporária 

apresentação. Ambas passam. Somente Jesus e a Lei Divina perseveram para 

nós outros, como portas de vida e redenção. 

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