Amigos leitores, publicamos hoje a segunda parte deste rico artigo! Se você perdeu a primeira parte, poderá acessá-la rapidamente através deste link! Apreciem!
Por meio da operação lava jato e de outras operações da Polícia Federal, tivemos a certeza da existência, na vida real, de ligações apócrifas entre o crime organizado e o sistema político brasileiro.
Nesse contexto surgiu uma pessoa. A única que não tinha se sujado e nós nos agarramos a ela, como quem se agarra a uma boia, para nos salvar do afogamento: Jair Messias Bolsonaro, a quem elegemos prontamente.
Como prova de que o esquema denunciado em ficção, na trilogia “Tropa de Elite” era verdadeiro, decorrido certo tempo do governo Bolsonaro, contando com o ex-juiz Moro no quadro de ministros, foi realizado um “grampo autorizado” sobre uma outra investigação.
Com a divulgação desse grampo pela imprensa – na ocasião em franca propaganda “lavajatista” e do hoje ex-ministro, Sergio Moro – descobrimos, para nosso desgosto que havia muitos “diálogos cabulosos” acontecendo, muito mais do que poderíamos imaginar.
Na pressa de fazer em um ou dois anos o que teríamos que fazer em 20 ou 30 – de acordo com o professor Olavo de Carvalho – temos “batido cabeça”, nos estranhado e agora, além das nossas heterogeneidades, estamos lutando contra as mesmas intrigas sofisticadas e esquemas de “ostracizamento” que Lacerda lutou, as quais curiosamente, não são dirigidas aos comunistas.
Comunistas que agora, além de dominarem toda a cena cultural, jornalística, universitária, jurídica, do magistério, da magistratura e carreiras adjacentes, serviço público e, ouso dizer: consome quase todos os recursos do Estado brasileiro.
Sugam os recursos do Estado por meio de suas inúmeras políticas assistenciais, minoritárias, impositivas, fiscalizatórias, burocráticas, policialescas, sanitárias, culturais anticristãs, políticas e coletivas, globalizantes, cartelizadoras internacionais de informações e de mídia, de financiamento, de organização institucional e jurídica, dentre muitas outras.
Positivistas querem esmagar os pequenos e fingem não enxergar o gigante. Ou seria uma Hidra, um Titã?
Além de lutar contra esse Titã, temos os positivistas que nos classificam como radicais. Somos considerados radicais porque temos valores claros e transparentes, por bem dizer, cristãos! E não transigimos, não fazemos certas concessões.
O que os positivistas não percebem é que nós sempre estivemos aqui e que os revolucionários estão dissimulados, fazendo parte do problema há pelo menos 30 anos, porque calaram os conservadores que vieram antes de nós.
Fiz essa volta porque, além de todos esses problemas, agora temos que lidar com o que outros grupos dentro de nossas fileiras estão promovendo, minando a nossa última chance de fazer isso acontecer antes que o globalismo vença todo o mundo.
Agora o tempo voa.
O professor Olavo de Carvalho cansou de explicar que não existe “direita no Brasil, só existe o Bolsonaro”.
Então, como se estivessem num brinquedo do parque de diversões, observamos várias pessoas tentando dar “o seu tiro para ver se acerta” e lógico, falhando miseravelmente.
O que chamamos de “direita” e eu prefiro chamar de conservadores, seguindo a doutrina do Prof. Olavo, porque se juntaram ao projeto “Deus, Pátria e Liberdade” o que inclui principalmente: a família, a propriedade, os valores patrióticos e o trabalho.
Começaram a surgir entre nós alguns que de tão críticos, cínicos e chancelados por “pedigrees” se acham no direito de construir projetos paralelos, que a princípio não são projetos políticos, mas que, ao fim e ao cabo, terminam por se manifestar sempre, sendo ou não chamados e sempre criticando as atitudes do Presidente na arena política.
Até aí alguém poderia pensar que estão nos seus direitos.
O problema é que não se definem bem. Acabam não se conformando com a esfera do conservadorismo e da cultura e como numa “imposição de culpa ao Bolsonaro” passam a atacar sem parar o governo, criticando-o de traição, de ter trocado o projeto conservador por centro-direita e afirmando que suas escolhas no governo querem “matar esse debate na sociedade” restaurando plenamente o domínio da centro-esquerda.
Esses têm razão, muitas vezes; mas o tom exaltado da crítica configura ataques aos aliados de ocasião que mantém o governo, mesmo que não seja do jeito idealmente pensado.
O afastamento desses agentes pode causar a derrocada total do governo e a retirada do Presidente do cargo, por pura e simples falta de força de resistência contra o inimigo que é muito forte.
Agem como conselheiros que não foram atendidos e portam-se de maneira chantagista.
Tudo isso na esfera política e não na cultural, aonde afirmaram que atuariam. Que cumpram o que prometeram e parem de causar tumultos!
Falei dos cínicos mas existem também os “perfeitos e inflexíveis” que apesar de cristãos, não perdoam falhas e “maus dias” dos outros e não entendem que às vezes, se duas pessoas brigam e se se reconciliam, isso é um problema só delas, não ensejando direito de uma torcida se matar brigando com a outra: “apenas porque as pessoas brigam e depois fazem as pazes”.
Existe ainda o grupo dos fanáticos que abdicaram do seu próprio raciocínio, delegando tudo aos outros e isso também não é salutar.
Quando isso tudo começou (2018, apenas para situar) parecíamos um bloco unido. Não falo dos traidores, pois no fundo da alma sabíamos que aquelas pessoas não eram confiáveis; mas falo de nós mesmos.
Nós, que passamos por tanta coisa, que vencemos tantos mares bravios, que permanecemos unidos nas horas mais improváveis e agora estamos nos confundindo em fofocas, rixas, auto exaltações, atribuições de importância demasiada a si mesmos, quando precisamos estar homogêneos e harmônicos como uma massa de bolo.
Se cada parte do bolo estiver de um jeito, certamente esse bolo não ficará saboroso.
E é assim que a direita tem sido: intragável, iracunda, vaidosa e por isto temo que estejamos perto de fazer aquilo que Princesa Isabel fez, que foi bom para sua própria família, mas desastroso para o Brasil, que se tornou isso que é hoje: um filho mais velho, largado à própria sorte, pelo qual ninguém lutou.
Brasil: um filho que foi sequestrado e devolvido mais velho e perdido, sem entender direito por que foi tirado da mãe.
É um apelo que faço: sejamos mais leves, menos passionais. A paciência e a longanimidade são atributos cristãos; causar dissensão entre irmãos é abominação para Deus.
Podemos dizer que a direita e o grupo de conservadores são ou pelo menos deveriam ser irmãos em Cristo lutando contra o anticristo.
Como sabido, casa dividida não prevalece e eu tenho medo de que, mais uma vez, além de ter os positivistas querendo nos “ostracizar” como fizeram a Lacerda, nós terminemos também por nos desmobilizar, voltando para nossas próprias coisas, o que seria o nosso fim.
Da Princesa Isabel para Jair Bolsonaro presidente foram mais de 100 anos. Não temos esse tempo. Precisamos fazer agora.
Se a nossa ajuda ou mobilização não puderem ser aplicadas em nível federal, façamos em nível municipal e estadual.
Temos que voltar nosso poder de mobilização pelas mídias independentes, investir na formação de grupos de debates, de movimentos locais em nossas igrejas, comunidades, cidades, estado, porque no conjunto formam o Brasil.
Vimos nas eleições municipais como isso é difícil e como é necessário e urgente que façamos aquele acompanhamento que fizemos no início do governo.
Sabíamos todo o gabinete do Executivo, todos os ministros. Conhecíamos quem eram nossos representantes nas duas casas legislativas.
Faço apelo para que o mesmo seja repetido nos âmbitos municipal e estadual; busquemos os nossos vereadores e deputados.
Cobremos nossos prefeitos e governadores, fiscalizemos os atos de todos, façamos encontros e mobilizações locais e se temos uns aos outros, vamos fazer frente aos que querem desfazer o grupo dos conservadores.
No âmbito federal, no momento, esses são mais fortes do que nós; apesar de não serem mais numerosos.
Ao fazermos isso e nos voltarmos oportunamente (2022) para o foco do governo federal seremos outros, muito mais fortes e reafirmaremos nossa posição: somos conservadores: não irão nos ignorar, nos dispersar; nós permaneceremos!
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Renata Araujo, para Vida Destra, 18/12/2020 Vamos debater o tema! Sigam-me no Twitter: @tribunascnews
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