terça-feira, 8 de setembro de 2020

MEA CULPA

 

Exatamente quando o país, ainda atônito, lamenta os dois anos do atentado que quase ceifou a vida do então candidato Bolsonaro, caso atribuído a um “lobo solitário” desprovido de capacitação metal, coisa que ninguém engole, eis que surge Fernando Henrique Cardoso – um autodeclarado comunista – criticando o instituto jurídico da reeleição. Justamente ele que tudo fez durante seu primeiro mandato para aprovar a regra e que, recentemente, afirmou ser normal que os presidentes das casas do Congresso trabalhassem para serem reeleitos.

Claro, afinal Maia e Alcolumbre são, com o apoio descarado do STF, os principais obstáculos à governabilidade de Bolsonaro. Bastou a fala de FHC para que a Senadora esquerdista Rose de Freitas apresentasse uma PEC propondo mudança na regra que constitucionalmente impede, de forma explícita, tal reeleição. A indisfarçável manobra revela, tão somente, que contra Bolsonaro vale tudo, até mesmo mudar as regras do jogo, durante o jogo.

Por quase 20 anos a reeleição para todos os níveis do poder Executivo bem serviu às esquerdas do país. Em nenhum momento nesses anos, o ex-presidente, pai da norma, veio a público para criticá-la. Mesmo após a eleição de Bolsonaro, ele silenciou a respeito. Porém, bastou ele constatar o magnífico trabalho do atual Presidente, apesar de toda aposição e solertes ações contra a governabilidade presidencial, para que, à luz de pesquisas que dão como certa uma provável reeleição de Bolsonaro em 2022, inclusive com uma possível – apesar de ignóbil – participação de Lula, para que declare que a reeleição foi um erro. Principalmente porque Bolsonaro e equipe, graças a um trabalho competente e dedicado, estão revertendo a intenção de voto no Nordeste, tradicional reduto político de coronéis e esquerdistas.

Trata-se de uma mea culpa prá lá de marota, pois assim como a Senadora Rose apresentou uma PEC em benefício de Maia e Alcolumbre, não faltarão canalhas que apresentem proposta de PEC que impeça, antes de 2022, a quase certa reeleição de Bolsonaro. Como eu disse, contra Bolsonaro vale tudo, até mesmo a mudança das regras.

Não se iludam caros leitores, a fala indecorosa de FHC, nessa “mea culpa” ardilosa, tem apenas um propósito: impedir que um imbatível candidato conservador derrote pelo voto direto – mais uma vez – o projeto de poder das esquerdas. Aliás, temendo essa derrota, FHC até declarou recentemente que ele e Lula já são “cartas fora do baralho político”. Será um completo desastre para as esquerdas se Lula concorrer e perder; será o melancólico fim do sonho de um Brasil vermelho.
As últimas pesquisas de intenção de votos revelaram, porém, que o candidato mais forte contra Bolsonaro para 2022 seria exatamente o famigerado Lula. Constatar isso deve ter acendido as luzes de pânico em FHC e camarilha, pois já sabem que se Lula concorrer, vai perder.

 

Laerte A Ferraz para Vida Destra, 07/09/2020
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