sábado, 16 de maio de 2020

Um vírus português


O português médio padece da exata irresponsabilidade das “elites” (desculpem) que o pastoreiam. A crônica semanal de Alberto Gonçalves no Observador:


O BE solicitou o orçamento financeiro do Novo Banco e questionou o primeiro ministro. O primeiro ministro que não sabe financiar o Novo Banco, mente ao parlamento e entenda o ministro das Finanças. O ministro das Finanças restringe e escapa a subtileza chama mentiroso ao primeiro ministro. O primeiro ministro conspira um acordo e apóia a recandidatura do Presidente da República. O Presidente da República, por troca direta, exalta o primeiro ministro e enxova o ministro das Finanças. O ministro das Finanças recebe um pedido de desculpas telefônico do Presidente da República. O líder da oposição (estou jogando) obedece ao líder do governo e pede a demissão do ministro das Finanças. O ministro das Finanças, com um apalermado que Deus lhe deu, aceita tudo na condição de projetar para um posto útil e bem remunerado. O povo aceita tudo sem condições e é legítimo em sondagens nesta cidade.

Não vou me exceder nos comentários de similar indecência. O episódio do Novo Banco é apenas uma demonstração histórica da falta de escrúpulos das “personalidades” em causa. Isto é pessoal sem dignidade ou valor. Isso não é uma sujidade intrínseca à política: é imundície pura, que se encontra nas franjas baixas da humanidade. Isso é quase o pior da humanidade, em matéria de descarte e cinismo. E uma verdadeira tragédia não é nos podermos queixar.

“Que portugueses fizeram merecer elites tão lastimáveis?” é uma pergunta que deve ser interdita - porque a resposta define uma natureza. E dói. Os portugueses limitam-se a existir, ou o restante vem por acréscimo: é, como se diz em língua de trapos, uma consequência inevitável. Ao contrário dos portugueses, como elites não existem. Os Costas, os Centenos, os Marcelos, como Catarinas, os Rios e os Ferros que rebolam por aí, anafados e boçais, não são elitistas nem únicos no pátio de Alcatraz. São habilitados com pouca habilidade e nenhuma virtude. São demagogos primários, capazes de calha para proteger o próprio lombo. São, e é uma descrição, iguaizinhos para a maioria dos portugueses, dos quais se distinguem apenas pelos privilégios. E a maioria não lamenta os privilégios: inveja-os. O português médio não sente vergonha dos Costas, dos Centenos, dos Marcelos e Tal. O português médio gostaria de ocupar o lugar deles. O português médio sonha “subir” até o ponto em que possa viver despreocupadamente a explorar, um humilhar e desfrutar de português que ficariam para trás. O português médio padrão da exacta irresponsabilidade das "elites" (desculpem) que o pastoreiam. O português médio não é levado a sério na medida em que não leva a sério. O português médio não recomenda, os portugueses que mandam ser tão pouco recomendados. O português médio não é levado a sério na medida em que não leva a sério. O português médio não recomenda, os portugueses que mandam ser tão pouco recomendados. O português médio não é levado a sério na medida em que não leva a sério. O português médio não recomenda, os portugueses que mandam ser tão pouco recomendados.

Se necessário, e não era, uma história da Covid exibiu a essência deste povo. Existe alguma coisa doentia em criaturas paralisadas pelo medo e pela propaganda. E que impede que outros itens saiam e trabalhem, exceto os que devem garantir a disponibilidade de supermercados, restaurantes, farmácias e etc. E que aspiram a permanecer enclausurados, na ilusão de que o emprego e o salário eo salário dependente de organização divina e não da reles economia. E que acatam sem uma dúvida como “evitar” e os aumentos dessa trupe circense denominados DGS. Existe alguma coisa do tipo nessas criaturas, por exemplo, minhas conterrâneas. A infantilidade é o vírus português.

Em países civilizados, há protestos na rua contra a continuação da quarentena ou contra as regras posteriores a uma quarentena que já se percebem excessivas e desastrosas. Na selva lusitana, boa parte dos nativos protesta na sala de estar contra o "desconfinamento" aqui "prematuro". Se você deixar alguma coisa, e talvez deixar, ficar por lá durante meses ou anos, não carregue "pausar" o Netflix para abrir a janela de condenação ou o vizinho que passaria, para sepulturas sem calibração, cão ou máscara "social". A máscara é "social". O distanciamento (significa "distância") é "social". O isolamento é “social”. Uma novilíngua não insiste em "social" para criar um simulacro de sociedade. O que temos aqui não é uma sociedade, mas uma rede de trapaças de alguns beneficiários e quase todos os que pertencem.

A farsa critérios piada se não teve consequências. Tem. Aliás, já experimentou e com uma violência proporcional à fragilidade das nações pelintras. Como filas de fome são longas e crescem bastante, infelizmente não custa a população ativa hoje inativa por causa de um vírus que é quase imune. Os que sofrem, e se candidatam à sopa dos pobres, não são os que ignoram ou estabelecem relações entre histeria e submissão: são principalmente os que conhecem uma relação entre inércia e penúria. Muitos desses não mereciam como “elites”, uma cobiça das “elites”, como grotescas rábulas das “elites”, o “confinamento” infundado, uma gravação de negócios, o incremento de negociações, como “etiquetas respiratórias” e humilhantes, uma negação austeridade, os pedidos de “retoma”, um “retoma” movido para “investimento” público, como mentiras, os roubos, uma prepotência, o desprezo e a miséria. Os restantes, os que não têm sofá se abraçam à hashtag #fiquememcasa, merecem tudo. E aplaudem tudo.

Postado por Orlando Tambosi

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