quarta-feira, 4 de março de 2020

Suor e sangue no tempo do cangaço


Fotos: Maria Bonita, a rainha do cangaço | | EL PAÍS



Geraldo Duarte*




1974. Fortaleza. Raul Meneleu conclui Curso Secundário. Dinâmico e empreendedor recebe e aceita convite visando gerenciar, em São Sebastião do Passé, Bahia, a Fazenda Esperança, de seu tio Antônio, agropecuarista.


Mala na mão, Carteira de Trabalho no bolso e o adeus emocionado dos familiares.


Novo viver. Novos costumes. Lendas. Crenças. Mitos. Histórias fatuais e as de ouvir dizer. Verdades. Mentiras. Cenário ainda desenhado no mesclar de suor e sangue do período do cangaço (1919 – 1938).


A curiosice, transformada em pesquisas de campo, documentais, testemunhais, fotográficas, cinematográficas, de gravuras, audiofônicas e técnicas mais, analógicas e digitais, o acompanham desde então.


Aposentado de grande empresa nacional fez-se escritor, produtor e editor de livros e-book, fotógrafo, cineasta, blogueiro, acadêmico literário e, hoje, considerado autoridade em estudos populares e científicos relativos ao cangaceirismo da época de Lampião.


“Não mostro que Lampião foi bandido ou herói. Os fatos e as ações estão à disposição para cada um ter opinião própria.” – replica enfático.


Suas obras, em e-book e gratuitas: “Cangaceirismo e Folclore”, “Quadrante 45: Uma Viagem no Tempo”, “Crônicas do Cangaço” e “Lampião na Capela”.


Tem o blogue “Caiçara dos Rios dos Ventos”, com 500 artigos publicados e, cerca de 200, tratam do tema. Também seu canal “TV Maria Bonita”, no You Tube, assoma quase 2 milhões de visualização.


No próximo mês, Raul lançará “Lampião: Nordeste - Coronéis, Capangas e Jagunços”, produção literária, técnica e inédita no gênero, pois com cliques encaminhará o ledor a linhas do tempo, documentações, jornais, mapas, fotos, filmes, vídeos, entrevistas, comentários, citações de autores vários, observações comparativas e criticas, bem como demais formas tecnológicas facilitadoras e propositivas de compreensões simultâneas.



                                  *Geraldo Duarte é advogado, administrador e dicionarista.

  

Nenhum comentário:

Postar um comentário