sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Onyx Lorenzoni antecipa o retorno a Brasília para definir hoje seu futuro na Casa Civil


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Lorenzoni quer conversar com Bolsonaro ainda hoje
Naira Trindade e Gustavo Maia
Depois de demitir duas vezes o ex-secretário-executivo José Vicente Santini em menos de 48 horas e esvaziar os poderes da Casa Civil, o presidente Jair Bolsonaro deve receber o ministro Onyx Lorenzoni nesta sexta-feira no Alvorada para decidir o futuro da pasta. Onyx antecipou seu retorno a Brasília em meio à crise iniciada após Santini, seu principal auxiliar, usar uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para fazer uma viagem exclusiva à Suíça e à Índia no último fim de semana.

Na Casa Civil, o clima é de incerteza e apreensão. A pasta perdeu seu principal trunfo: o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), transferido ontem por Bolsonaro para o Ministério da Economia.
PARA EDUCAÇÃO? – Assessores ligados ao ministro Onyx tentam decifrar os próximos movimentos do presidente, que se demonstrou extremamente irritado com os últimos atos da pasta. Dentre as hipóteses cogitadas internamente está a de transferir Onyx para o Ministério da Educação, no lugar de Abraham Weintraub, indicado para o posto pelo próprio Onyx.
Principal apoiador de Bolsonaro durante a campanha presidencial, o ministro da Casa Civil perdeu o direito de escolher seus assessores e as principais atribuições que lhe foram dadas.
VOLTA ANTECIPADA – Em meio ao vácuo no comando da pasta, Bolsonaro cogitou nomear o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, para comandar interinamente a Casa Civil até o retorno de Onyx das férias. A decisão só foi revisada após o ministro garantir que anteciparia sua volta ao trabalho.
Bolsonaro então escalou Antônio José Barreto de Araújo Júnior para assumir o cargo de secretário-executivo interino da Casa Civil apenas até hoje. Barreto é o atual sub-chefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil e acumula as funções.
Em uma edição extra do Diário Oficial da União, ontem, o presidente tornou sem efeito a nomeação de Santini, ocorrida na noite anterior, para o cargo de assessor especial da Secretaria de Relacionamento Externo da Casa Civil. O presidente também exonerou quem assinou a nova nomeação de Santini, Fernando Wandscheer de Moura, que ocupava interinamente o cargo de secretário-executivo da Casa Civil. Ele voltará ao posto de secretário-adjunto.
DESGASTE – A novela envolvendo as nomeações do número dois da Casa Civil e seu assessor começou logo cedo. Doze horas após sair a publicação no Diário Oficial, Bolsonaro mediu pelas redes sociais o desgaste provocado pelo ato.
Em conversa pelo telefone logo de manhã, Bolsonaro decidiu indicar o ministro Ramos para resolver o impasse da Casa Civil enquanto Onyx não retornava. Ele assumiria as funções interinamente até que o atual titular da pasta chegasse para buscar novos funcionários para o ministério.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  A matéria de O Globo não aborda a atuação dos filhos de Bolsonaro para renomear o amigo. Fica parecendo que o próprio Bolsonaro resolvera readmiti-lo e depois mudou novamente de posição. Esta é a versão oficial do Planalto, mas não foi bem isso que aconteceu. E o único poupado, Fernando Moura, também é amigo dos filhos de Bolsonaro. (C.N.)

Transcrevi  da  Tribuna  da  Internet

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