
Ramos acumulará as funções da Casa Civil com a sua atual pasta
Naira Trindade
O Globo
Após anunciar novas demissões na Casa Civil na manhã desta quinta-feira, dia 30 o presidente Jair Bolsonaro escalou o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) para assumir interinamente a pasta até segunda-feira, quando retorna das férias Onyx Lorenzoni. Segundo aliados de Bolsonaro, Ramos acumulará as funções da Casa Civil com sua atual pasta.
Na manhã desta quinta-feira, Bolsonaro informou pelo Twitter que tornará sem efeito a nomeação de Vicente Santini para um novo cargo no Ministério da Casa Civil, que havia sido definida em edição extra do Diário Oficial na noite de quarta-feira.
- Informo que em Diário Oficial será publicado:- Tornar sem efeito a admissão do servidor Santini;- Exonerar o interino da Casa Civil; e- Passar a PPI da Casa Civil para o Ministério da Economia.
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REGRA – Em rede social, o presidente anunciou também que vai exonerar o interino da Casa Civil, Fernando Wandscheer de Moura Alves, nomeado para o cargo de secretário-executivo do ministério no lugar de Santini. Como regra, quem ocupa a função de número dois da pasta assume como interino na ausência do titular. O ministro Onyx Lorenzoni está em férias no Estados Unidos.
Bolsonaro informou ainda que vai passar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da alçada da Casa Civil para o Ministério da Economia. O PPI foi transferido para a Casa Civil em junho, após a pasta do ministro Onyx ter perdido a função de articulação política.
FORA DA AGENDA – A Casa Civil informou na noite desta quarta-feira que o próprio Bolsonaro havia referendado a nova nomeação de Santini. De acordo com a pasta, o ex-secretário se encontrou pessoalmente Bolsonaro, e o presidente teria entendido que Santini devia “seguir colaborando com o governo”. O encontro, porém, não consta na agenda oficial do presidente.
Santini foi exonerado do cargo de secretário-executivo da Casa Civil após usar um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem à Índia, como informou a coluna de Bela Megale. Bolsonaro considerou “inadmissível” o uso da aeronave em um voo para três servidores.
Entretanto, no mesmo dia em que foi exonerado, ele foi nomeado como assessor especial de relacionamento externo, atendendo a um apelo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).
Transcrevi da Tribuna da Internet

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