Pedro do Coutto - Tribuna da Internet
A violência contra a mulher, crime hediondo e covarde, tem se multiplicado de forna ininterrupta, o que, na minha opinião, exige a implantação imediata de uma política específica para enfrentar o que podemos classificar como uma onda terrível que atinge a sociedade brasileira. Difícil será sempre antecipar este fato porque basicamente envolve um criminoso e uma vítima que habitam na mesma residência ou então em locais que aproximam a prática do crime.
Essa violência apresenta-se em todas as classes sociais, tornando-se evidente cada vez com maior intensidade, embora o noticiário jornalístico sempre denuncie as atrocidades.
MACHISMO – A raiz da violência está no machismo, na incompreensão e na desconsideração pelo ser humano. Agora mesmo o goleiro do São Paulo Futebol Clube agrediu violentamente sua mulher, também brasileira, na cidade americana de Orlando. Ela conseguiu escapar a tempo de pedir socorro a Polícia contra os golpes bestiais do agressor.
Recentemente no Brasil pesquisa apontou que a cada 13 minutos uma mulher e um adolescente,são vítimas de golpes imundos da violência por parte de pessoas que na maioria são próximos. Marido, companheiro, namorado, pais (homem) de adolescentes, violadores da condição humana.Pensam somente em si. Não conseguem conter a si mesmos.
EM CRESCIMENTO – O número de agressões a mulheres, tanto no terreno físico quanto na ameaça direta, está se expandindo a uma tal velocidade que o panorama nacional brasileiro passa a exigir uma política própria. Uma política capaz de reduzir acentuadamente os espancamentos e as torturas que acompanham as mãos e os pés dos agressores.
O desafio é difícil porque não se trata apenas de reprimir e condenar, mas sobretudo de evitar ao máximo que os crimes se repitam. Estão atingindo uma escala assustadora. Em muitos casos o inimigo mora no mesmo quarto, mesma cama em que a vítima. Como seria feito tal esquema é um desafio para a imaginação dos especialistas da esfera criminal. A pressão psicológica integra-se no universo do drama.
MOBILIZAÇÃO – Poder-se-á dizer que a tarefa é gigantesca, tudo bem. Mas gigantescos também poderão ser os resultados práticos de uma inciativa do governo. O que não é possível é o governo tomar conhecimento direto das situações trágicas e não se preparar para conte-las.
O governo de fato tem se mobilizado, mas terá que se mobilizar muito mais para salvar vidas humanas e a integridade das mulheres sobre pressão de ameaça. As ameaças situam-se em vários ângulos paralelos as investidas físicas. Como é o caso muito frequente de afastar as mulheres de seus filhos, estendendo-se a hipótese dela se dirigir a uma autoridade policial ou judicial para preservar tanto sua vida quanto o reflexo que pode atingir a família como um todo.
O caso é de urgência absoluta. Basta consultar o relógio numa escala de treze a treze minutos.
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