quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Natal permanente em Natal


Congresso, Previdência, Moro e Bolsonaro
Ney Lopes Ney Lopes  25/12/2019 às 01:58
Diário do Poder



Permita o internauta cumprimentá-lo nesta data natalina tão significativa, invocando a cidade onde nasci e moro, que tem o nome do Dia do Nascimento de Cristo – Natal, no Rio Grande do Norte.

A cidade “presépio” é a única no mundo de origem cristã.  Foi fundada no dia de Natal, em 25 de dezembro de 1597, quando Jerônimo de Albuquerque, o administrador da Capitania de Pernambuco, aportou na barra do rio Potengi, a famosa “esquina das Américas”. Oito dias depois era iniciada a construção do Forte dos Reis Magos, um dos símbolos da cidade.

A fé muçulmana prevalece nas demais cidades do mundo chamadas de Natal, localizadas na Indonésia”, província de Sumatra e África do Sul, descoberta pelo navegador português Vasco da Gama

Na lembrança, revejo a cidade iluminada, celebrando os “Natais em Natal”, com tipos, pessoas, situações, imagens espontâneas, nascidas da relação direta com os anos aqui vividos.

Conduzo comigo uma frustração: quando do exercício de sucessivos mandatos eletivos. Sempre defendi a proposta de implantação do “Natal permanente em Natal”. Cheguei a manter contatos com a empresa Philips e uma Fundação holandesa para participarem do projeto do “Natal permanente em Natal”, Tudo em razão do interesse da Holanda na preservação de tradições comuns, através dos laços históricos com o Estado do RN, construídos durante a ocupação do século XVII. Natal à época chegou a ser chamada “Nova Amsterdam”.

Seria uma comemoração singular no país, certamente incluído no calendário de festas nacionais. A denominação de “Natal – cidade presépio” – oferece a condição natural para a celebração de um “Natal permanente”, nos doze meses do ano.

A ideia única da comemoração do “Natal em Natal” teria como cenário a orla marítima da cidade, no qual se insere a “via costeira”, com hotéis e negócios já instalados, tudo vocacionado para o turismo. Um “presépio”, com área disponível para encenações permanentes (ou projeções) do nascimento de Cristo, atrairia o interesse turístico durante o ano.

O ápice das comemorações seria no mês de dezembro. Consistiria em “espetáculo natalino de multimídia”, à margem da praia, no qual a imagem da manjedoura de Belém sobreposta ao Forte dos Reis Magos deslumbraria a população e visitantes. O uso de interações visuais e simuladores, com a tecnologia 5D, permitiria a imersão dos espectadores em impressionante show sensorial e cibernético, montado à base de efeito cênico e sincronismo entre raios lazer, movimentos, jogo de luzes, cores e música.

Sem ter as características e a vocação de Natal, a cidade alemã de Rothenberg o der Tauber, na Bavária, já preserva permanentemente os símbolos natalinos. População de apenas 20 mil habitantes, atrai cerca de 2 milhões de turistas anualmente. Lá funciona um centro de venda de produtos típicos. Loja desse tipo em Natal (RN) estimularia o artesanato e artistas em geral, com atração de grande fluxo de visitantes.

Talvez, um dia, a cidade de Natal (RN) encontre a sua vocação e tenha um “Natal em Natal”, que atraia atenções globais, no formato de show de luzes e cores, como por exemplo, aqueles exibidos na cidade de Nova Jerusalém, em Pernambuco, no período da Semana Santa e Montreal (Canadá), em espetáculo deslumbrante, na Basílica de Notre-Dame..

Neste natal de 2019, como ocorre através dos séculos, repetem-se os cânticos religiosos, músicas típicas, troca de cumprimentos de boas festas entre familiares e amigos, para festejar, na alegria mútua e fraternidade, a “Noite mais longa do ano”.

Feliz Natal para você internauta, sua família e amigos!

Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, procurador federal – nl@neylopes.com.br – blogdoneylopes.com.br

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