terça-feira, 8 de outubro de 2019

Marcelo Crivella, um prefeito sem rumo e sem ética, tropeça na Avenida Niemeyer

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Crivella fez discurso machista sobre a beleza da juiza Mirela Erbisti
Pedro do Coutto -  Tribuna da Internet
O prefeito Marcelo Crivella, ao longo de sua desadministração, vem demonstrando erros sobre erros, numa sequência impressionante. O Rio, na verdade, encontra-se sem prefeito. Mas agora, em reportagem de Paulo Cappelli e Gustavo Goulart, edição de segunda-feira de O Globo, ele conseguiu superar as falhas que formam seu patrimônio político ao adicionar uma carga de afirmações grosseiras e fora dos limites ao atacar a juíza Mirela Erbisti, por ter a magistrada mantido a interdição da Av. Niemeyer entre o Leblon e São Conrado. Pensando bem, todas as pessoas devem dar razão à juíza. Basta citar o risco de um novo desastre causando mortes e ferimentos nos temporais do verão.

A Av. Niemeyer vinha se revelando imprópria para o trânsito de veículos. entre os quais as bicicletas. O prefeito discordou da interdição e surpreendentemente culpou o estado atual da avenida por ter sofrido fortes chuvas e fortes ventos.
UM ABSURDO – Ora, digo eu, nada mais absurdo do que isso. Pois se as obras tivessem sido corretamente realizadas, o trecho que fornece uma vista belíssima do mar e da montanha, evidentemente não teria sido destroçado.
Afinal de contas, como uma autoridade pode classificar as obras de modo geral, se uma parte delas desabou pelas fortes chuvas que atingiram sua estrutura. A partir dessa lógica, absurda, o preceito do prefeito poderia se aplicar a todas as demais construções que envolvem a vida da população carioca, que se eleva a mais de 6,5 milhões de pessoas.
COMENTÁRIO VULGAR – O prefeito Crivella fez também uma referência ridícula ao focalizar de maneira vulgar a beleza da juíza. Seguramente o perfil da magistrada não possui vinculação alguma com o estado de obras públicas, raciocínio bastante lógico que informa o juízo por parte da opinião pública.
O prefeito está muito longe de ser perfeito, aliás, não é a perfeição o elemento predominante no debate que colocou em lados opostos Crivella e Mirela Erbisti. Não se trata da beleza de uma obra pública. Trata-se tão somente de respeitar as decisões judiciais. Sobretudo porque a atitude do prefeito, imperfeita, torna impossível que a Justiça aceite o recurso de Crivella e libere um circuito sob ameaça de uma catástrofe.
OUTRO ASSUNTO – Reportagem de Geralda Doca e Luciana Casemiro, em O Globo, focaliza a medida provisória que o governo Bolsonaro está estudando no sentido de liberar os bancos privados para operar com recursos do FGTS.
Pela legislação atual o quase monopólio pertence à Caixa Econômica Federal, na escala de 93%, cabendo 7% ao Banco do Brasil. O tema é controverso e não se encontra uma razão mais lógica para justificar a mudança. Mas não é esta a questão essencial. O que precisa ser esclarecido é um artigo da MP que reduz em 10% a indenização aos empregados demitidos sem justa causa.
É mais uma iniciativa de Guedes em favor dos empresários e em prejuízo dos trabalhadores.

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