Há 20 anos, Renato Manfredini Júnior deixava a vida para entrar para a história da música, mais especificamente do rock brazuca. No dia 11 de outubro de 1996, o vocalista da Legião Urbana morreu, em seu apartamento no Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de complicações causadas pela Aids.
Renato Russo tinha apenas 36 anos. Ele partiu cedo demais, deixando um legado de belíssimas canções, cujas letras transitavam entre a crítica social e a poesia lírica, entre a política e o amor.
Formada em 1983, a banda Legião Urbana liderada por Renato Russo foi um dos maiores expoentes do rock no cenário nacional entre as décadas de 80 e meados de 90, contemporânea de bandas como Barão Vermelho (de Cazuza e Frejat), RPM (de Paulo Ricardo), Engenheiros do Hawaii (de Humberto Gessinger), entre outras.
Sucesso de público e de crítica, seja nas cifras milionárias de vendas de discos (mais de 20 milhões de cópias e continua vendendo horrores nos dias atuais), seja no público presente nos shows (estádios e ginásios sempre lotados), ou seja pelo reconhecimento de suas letras como "poesias cantadas" e de suas magistrais interpretações, sempre sensível à ferocidade ou ao romantismo bucólico exigidos, Renato Russo marcou e embalou o coração e a mente de toda uma geração que viveu "como se não houvesse amanhã", pois não havia "tempo a perder".
Salve, Legião! Salve, Renato Russo! Salve todos os que estão vivos e sobrevivendo!

Nenhum comentário:
Postar um comentário