Jorge Jesus comanda um time de grandes craques
Pedro do Coutto - Tribuna da Internet
Acho que o aspecto destacado no título deve ser o ponto de partida para uma análise objetiva do desenrolar da final na noite de quarta-feira no Maracanã, Estádio Mário Filho. A forma de atuação do vencedor forneceu as razões, tanto as aparentes quanto as ocultas, do magnífico espetáculo proporcionado pela Nação Rubro-Negra, e digo isso porque a torcida do clube da Gávea revelou mais uma vez seu amor à camisa que traduz a emoção do torcedor e faz os corações da massa pulsarem com toda a força, integrando-se na disputa como seu décimo segundo jogador.
Incontestável a vitória do Flamengo por 5 tentos a zero, contagem que foi adicionada ao resultado do confronto em Porto Alegre quando Flamengo e Grêmio empataram por um a um.
A MÃO DE JESUS – A noite da afirmação rubro negra no templo do Maracanã não se esgota na festa pelo resultado da classificação rubro-negra que a 23 de novembro decidirá a Taça Libertadores em Santiago do Chile. Entretanto, além da emoção, devo registrar o avanço tático e até estratégico do treinador Jorge Jesus. Ele conseguiu, em curto espaço de tempo, alterar o estilo de jogo daqueles que, como dizia Nelson Rodrigues calçam as chuteiras do triunfo e da glória que tomou conta dos torcedores pelo desfecho inesperado por cinco a zero.
A formação do vencedor da noite deve ser motivo de análise também atlética que conduziu os craques a encontrarem os caminhos do gol adversário. Se há um fato a destacar devemos considerar um aspecto que acrescenta o brilho das luzas da vitória. Trata-se da ocupação dos espaços do gramado impulsionado pelo vendaval da confiança que varreu as arquibancadas e a disposição do time vencedor.
COM ISENÇÃO – Faço essas afirmações com absoluta isenção, porque sou torcedor do Fluminense, mas não posso deixar de reconhecer que a madrugada desta quinta-feira encontrou acordados e festejando milhares de espectadores que levam as cores do Flamengo no coração e na respiração ofegante que precede sempre os desfechos do time esteja ele onde estiver.
Mas me referi há pouco sobre ocupação dos espaços. Este argumento destaca o trabalho do treinador Jorge Jesus. O clube rubro-negro correu velozmente em todos os planos do gramado continuando a ocupar as áreas críticas que antecedem e levam aos desfechos que constroem as vitórias.
Nas ações defensivas, havia sempre dois jogadores do Flamengo no combate a cada um dos adversários. A noite de quarta-feira pertence a história porque marcou o reencontro do futebol brasileiro com a arte de vencer com o brilho eterno que destaca as grandes vitórias.
Transcrevi da Tribuna da Internet
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