terça-feira, 22 de outubro de 2019

”Deveria ser mantida como está”, diz Mourão sobre prisão após segundo instância

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Mourão diz que o Supremo não deveria mudar essa regra da prisão
Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente da República em exercício, general Hamilton Mourão (PRB), falou ontem sobre o julgamento que tratará da prisão em segunda instância na próxima quarta-feira (23/10) no Supremo Tribunal Federal (STF). “Minha opinião pessoal é que ela deveria ser mantida como está, minha opinião pessoal, como cidadão”, apontou.

Nesta quarta-feira, o Supremo entra em fase decisiva com a votação sobre prisão em segunda instância, que pode prorrogar a impunidade de réus da Lava Jato ou envolvidos em outros crimes.
TRÊS AÇÕES – Os ministros se reúnem para dar continuidade ao julgamento de três ações que questionam a constitucionalidade da prisão em segunda instância. Está em discussão se réus podem ou não ser presos antes do julgamento de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça.
A decisão chega amanhã na fase mais crítica, em que os ministros começam a proferir seus votos. No momento, vale a decisão do próprio Supremo, de novembro de 2016, que autoriza a execução da pena após a condenação em segunda instância, antes da apreciação do recurso ao STJ. Foi neste entendimento que o ex-presidente Lula foi preso há dois anos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O vice-presidente tem comportamento totalmente diverso do chefe do governo. Enquanto Bolsonaro se omite nesta questão fundamental, porque a mudança das regras beneficiará seus filhos Flávio e Carlos, já flagrados no envolvimento em “rachadinhas”, o vice Mourão se posiciona abertamente contra a iniciativa do Supremo, que faz parte do pacto entre os Três Poderes para “descriminalizar a política”, tese criada por Gilmar Mendes para justificar a proteção judicial a corruptos e corruptores. Mourão age como um estadista, enquanto Bolsonaro se comporta como um arrivista. (C.N.)  

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