terça-feira, 29 de outubro de 2019

CUBA E VENEZUELA POR TRÁS DO CAOS NO CHILE?

                                
                                        

Antagonista
Sob todos os aspectos, VOCÊ precisa entender os protestos contra o governo de centro-direita

Caro leitor,


Você pode achar que o Chile é um pequeno país distante do Brasil, mas não pode ignorar a existência das ditaduras na nossa vizinhança.

Nos referimos, é claro, a Cuba e à Venezuela.

Você certamente acompanhou a onda de protestos que tomou conta das ruas do Chile nos últimos dias: milhões foram às ruas.

Uma informação que veio à tona recentemente, porém, pode mudar a percepção de todo o mundo sobre o assunto — veja abaixo:



Leia um trecho:

Grupos organizados de estrangeiros, principalmente de cubanos e venezuelanos, podem ter participado da destruição de estações do metrô no Chile (…)

No momento, as autoridades chilenas estão tentando identificar os autores dos atos de vandalismo por meio de imagens de câmeras de segurança. Um homem já foi localizado. Também estão tentando conferir possíveis vínculos dessas pessoas com serviços de inteligência de Cuba e Venezuela…

As investigações, segundo a reportagem, apontam para uma ação coordenada nos ataques ao metrô.

As 25 estações de metrô incendiadas foram atacadas em um intervalo de apenas dez minutos.

Mais: de acordo com os bombeiros, os vândalos usaram produtos químicos de difícil acesso no mercado; foram encontrados ainda vestígios de bombas com temporizadores.

Se as suspeitas se confirmarem, trata-se de um ataque gravíssimo de duas ditaduras a uma democracia soberana.

Os adversários do governo de centro-direita do Chile tentam vender a versão de que os protestos são uma insurreição contra o modelo econômico liberal do país.

Essa visão é, na melhor das hipóteses, uma simplificação — ou simplesmente uma distorção de má-fé mesmo.

Veja o que o repórter Duda Teixeira explica em reportagem especial sobre o assunto:

…é preciso levar em conta a natureza distinta do Chile. Para começar, trata-se de uma nação com as finanças em ordem. A dívida pública está em torno de 25% do PIB. É bem menos que a do Brasil, em torno dos 80%. Não há qualquer necessidade de pedir socorro ao FMI e a sua receita extrema de austeridade, como fizeram Argentina e Equador, causando indignação entre a população. Se as Forças Armadas estão patrulhando as avenidas do Chile, isso tem sido feito dentro da Constituição, em um processo que em nada se compara à atroz ditadura militar de Nicolás Maduro, na Venezuela. O presidente chileno, Sebastián Piñera, não tem qualquer pretensão de atropelar o Legislativo e o Judiciário para perpetuar-se no poder, como faz o boliviano Evo Morales. Diferentemente do Peru, em que a corrupção generalizada fez com que a população aplaudisse a dissolução do Congresso, o Chile é um dos países menos corruptos do continente e tem partidos que funcionam.

Em alguma medida, os problemas que o país enfrenta hoje são consequências de seu sucesso. Desde 2000, a pobreza caiu de 35% para 10%. Essa nova classe média, contudo, precisou pagar para ter serviços de boa qualidade. Escolas e hospitais são privados, assim como os planos de aposentadoria. “Muitos chilenos tiveram de se endividar para ter uma vida digna. Este é um sistema que exige muito esforços dos cidadãos, que não têm uma válvula de escape, como a possibilidade de trabalhar na informalidade e pagar menos impostos”, diz o cientista político peruano Carlos Meléndez, professor da Universidade Diego Portales, no Chile…

Sob todos os aspectos, é importante entender o que se passa no Chile.

Seja porque o país já trilhou parte do caminho que o Brasil precisa trilhar do ponto de vista da economia…

…Seja porque essa democracia soberana pode ter sido alvo de ataques dos ditadores da vizinhança.

E a vizinhança do Chile, não é demais lembrar, é a nossa vizinhança.

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