Mauro Sergio Aiello 30/08/2019 às 23:08 | Atualizado às 23:20
Via Diário do Poder
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Pensando no Judiciário brasileiro, e o legislativo, e também na atuação de alguns advogados, eu diria o que disse o profeta Habacuque: “Até quando Senhor?”
Espero que Deus não responda a mim como respondeu a Habacuque, ou seja: “Está ruim? Pois vai piorar”. (Quem conhece o contexto sabe do que estou falando. Se não é o caso abra tua Bíblia no livro do profeta Habacuque).
Quando olho para o Brasil eu quase chego ao desespero em ver como o mal, e o mau, prosperam. Entristeço-me em ver a corrupção se tornando um ídolo intocável. Vejo o Brasil político como uma Sodoma e uma Gomorra totalmente corrompidos e as pessoas se divertindo a largos sorvos. Vejo a dança com o dinheiro do contribuinte e os marajás se deleitando com o que se arrecada como resultado do suado dinheiro que os brasileiros recolhem a título de impostos e taxas que não acabam e nunca são revertidos para o próprio trabalhador em forma de educação, saúde e segurança.
A notícia de que um grupo de advogados participou de um jantar para comemorar a decisão da segunda turma do STJ é de doer a alma. Fez-me lembrar da festa de Dias Toffoli quando, dizem, consumiu-se garrafa de vinho no valor de R$60.000,00. Então eu me lembrei do que me disse um aluno de direito na Universidade Mackenzie lá pelos idos dos anos 90: “Direito é a arte de burlar a lei”.
A verdade é que o homem entregue a si mesmo, sem o mínimo de temor a Deus (Provérbios 1.7) não passa de um insano, inconsequente e amante dos prazeres e das paixões. Conquanto se regale em ter uma opulenta conta bancária, poder morar em uma mansão, comer em restaurantes de luxo, andar em seus carros caríssimos, trafegar pela high society, ele pouco se importa com os caminhos que o levaram a tal situação. É o maldito pragmatismo – os fins justificam os meios.
Quando eu olho para a massa de trabalhadores, gente sofrida nesse país, eu os vejo como gado sendo levado, paulatina e gradativamente, para o matadouro.
Ainda me resta o que li nas últimas linhas do livro do profeta Habacuque: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente. Ao mestre de canto. Para instrumentos de corda”.
São nessas palavras que encontro alento, ânimo e esperança para continuar.
É o que nos resta!
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