Seis pessoas foram presas. Autoridades afirmam que grupo enviava drogas para a Europa
09/08/2019 - 20h38min
GAÚCHAZH
Polícia Civil / Divulgação

Uma das fotos divulgadas pela polícia mostra dois dos suspeitos posando com carros de luxo em Dubai
Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil de Goiás desarticulou nesta sexta-feira (9) um grupo suspeito de atuar no tráfico internacional de drogas e de lavar dinheiro. Ao todo, foram apreendidos pela Polícia Civil 13 relógios suíços, 11 carros de luxo, dois pequenos aviões, um jet ski e um helicóptero. Uma das aeronaves foi apreendida em Sorocaba, São Paulo; o outro jato e o helicóptero, em Goiânia, Goiás. R$ 571 mil em notas de reais, dólares e euros também foram apreendidos.
Ao todo, 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos Estados de Goiás, São Paulo e Paraná. De acordo com a polícia, foram detidos Gilberto Rocha Junior, 27 anos, Dennis Marcel Gerardus, 40 anos, Renan Barbosa, 30 anos, Rulyo Barbosa, 24 anos, Ismael Silva Santos, 27 anos, e uma pessoa identificada apenas como H. N. N, 35, foram detidas. Foragidos não tiveram seus nomes divulgados.
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Os membros da organização eram comandados por um holandês radicado no Brasil. Viajavam com frequência para Dubai, Emirados Árabes Unidos, e usavam carros de luxo, além de viajar com frequência de helicóptero para atividades comuns — em um dos registros, pousaram com a aeronave em Palmas, capital do Tocantins, para comprar gelo.
A investigação
A investigação teve início após o desaparecimento do piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos, em 12 de dezembro de 2018. A polícia descobriu que Santos fazia parte de uma organização criminosa, a qual cooptava pilotos de aeronaves para realizarem voos em países vizinhos a fim de buscar drogas. Esses voos eram realizados, principalmente, para a Bolívia, Colômbia e Peru.
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As aeronaves — modificadas para aumentar a autonomia do veículo — sobrevoavam baixo para fugir do controle aéreo. Os equipamentos de localização ficavam desligados.
A operação foi batizada com o nome Icarus em referência ao deus grego Ícaro, que, segundo a mitologia, morreu ao aproximar-se do sol, uma vez que suas asas, feitas de cera, não resistiram ao calor e derreteram.
Os entorpecentes ilegais, segundo as autoridades, eram trazidos via Estado do Pará, com destino a Goiás. No Brasil, a droga era preparada para ser levada a países da Europa. Parte da quadrilha era especializada em lavagem de dinheiro, utilizando-se de empresas para fazer com que o montante obtido com os crimes aparentasse ser legal.
Assim como o piloto Ben-Hur Santos, a aeronave que ele usava ainda está desaparecida. Há indícios de que tenha caído em um lago na Bolívia após colidir com um fio de alta tensão, embora o avião e o corpo nunca tenham sido encontrados.
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